Paul Pierce é só sorrisos. 24 pontos contra o Nets
O Boston Celtics parece ter encontrado seu ritmo. Após a volta de Paul Pierce ao elenco, a franquia conseguiu a sua quarta vitória em sete jogos na temporada contra o New Jersey Nets dentro de casa, no TD Garden. Pelo lado do "time do trevo" o próprio Paul "The Thruth" Pierce foi o cestinha, com 24 pontos, seguido de Kevin Garnett (14 pontos, 12 assistências) Brandon Bass (15 pontos, 13 rebotes) e Rajon Rondo (8 pontos, 12 assistências.
Pelo Nets, o calouro Marshon Brooks anotou 17 pontos e Jordan Farmar, 11. Porém não foi o suficiente para evitar a derrota do time do Jay-Z por 89 a 70, fazendo um número parcial de apenas uma vitória e seis derrotas, assegurando a penúltima pior campanha momentânea da liga, acima apenas do Washington Wizards (0-6). Já o Celtics está com a décima melhor campanha de toda a liga e a sétima melhor no Leste.
Dia de Natal e o melhor presente pros fãs de basquete foi a volta oficial da NBA. 5 jogos e muita emoção, como se fossem partidas de playoffs... Abaixo você confere um breve resumo de cada partida:
Carmelo Anthony vibrando depois de cesta decisiva: 37 pontos.
Começamos com o primeiro duelo do dia: o Boston Celtics, desfalcado devido à ausência de Paul Pierce, contudido, foi até New York para enfrentar o dono do Madison Square Garden, o Knicks. Simplesmente um espetáculo, principalmente da parte de Carmelo Anthony que foi fundamental nos últimos minutos, para a vitória do time da Big Apple por 106 a 104, contribuindo com seus 37 pontos e 8 rebotes, seguido de Amar'e Stoudemire e Toney Douglas, com 21 e 19 pontos, respectivamente. Tyson Chandler mostrou muita garra na sua estréia como um Knicks depois da pré-temporada, porém ficou apenas nos 7 pontos e 3 rebotes. Pelo lado do Celtics destaque para os sensacionais 31 pontos do armador Rajon Rondo, além de suas incríveis 13 assistências, anotando seu primeiro duplo-duplo na temporada, Brandon Bass que estreou no Boston com um duplo-duplo: 11 rebotes e fez o mesmo número de pontos de Ray Allen, vinte.
LeBron: 37 pontos e 10 rebotes: mais um duplo-duplo na carreira.
Depois partimos para Miami Heat e Dallas Mavericks, o confronto que prometia ser um dos mais empolgantes mas ficou longe disso. 105 a 94 pro Miami, graças à magnífica performance de LeBron James: 37 pontos e 10 rebotes, mais um duplo-duplo na carreira, seguido de Dwyane Wade que anotou 26 pontos, 8 rebotes e o mesmo número de assistências que LeBron, seis. Pelo lado dos atuais campeões da liga, Jason Terry fez uma boa apresentação com 23 pontos, seguido do alemão Dirk Nowitzki: 21 pontos e 5 rebotes. Shawn Marion fez um bom jogo com 12 pontos e seis rebotes, mas acabou se contundindo no jogo, que não foi difícil para a franquia da Flórida.
Derrick Rose com 22 pontos decidiu o duelo e mostrou porque o chamam de MVP.
O terceiro jogo do dia foi emocionante como prometia. O Los Angeles Lakers acabou perdendo dentro do Staples Center, na Califórnia, para o Chicago Bulls por 88 a 87. Isso mesmo. Por apenas um ponto. Derrick Rose fez seu papel de atual MVP e marcou 22 pontos e 5 assistências, acompanhado de Luol Deng, 21 pontos e 7 rebotes. Destaque também para Carlos Boozer (15 pontos, 6 rebotes) e Joakim Noah (6 pontos, 9 rebotes). E pelo Lakers, Kobe Bryant, depois de uma semana de drama devido a uma contusão no jogo de pré-temporada contra o Los Angeles Clippers, anotou 28 pontos, 6 assistências e 8 rebotes. Pau Gasol (14 pontos, 8 rebotes) e Steve Blake (12 pontos) contribuíram com o time da casa, que por próprios desperdícios de bola, acabou dando de bandeja a vitória pra franquia de Illinois.
Durant: 30 pontos, dono da partida.
E na Chesapeake Energy Arena, em Oklahoma City, o dono da casa, Thunder, passou sem dificuldades pelo Orlando Magic por 97 a 89. Kevin Durant (30 pontos, 5 rebotes e 6 assistências) James Harden (19 pontos, 6 rebotes) e Russell Westbrook (14 pontos, 7 rebotes, 6 assistências) foram os principais responsáveis pelo bom rendimento do Ocklahoma. No Magic, Ryan Anderson fez um bom jogo com 25 pontos, anotando um duplo-duplo e Jameer Nelson também não fez feio, 18 pontos e 6 assistências. Dwight Howard, em meio a infinitas especulações de trocas, fez um jogo "acanhado", porém como é de costume, foi dominante na área pintada da quadra: 11 pontos e 15 rebotes, duplo-duplo pro "Superman".
Chris Paul: 20 pontos e 9 assistências, um quase duplo-duplo.
E por fim, mas não menos importante, uma partida que era aguardada por muitos torcedores. O mais novo "time-sensação", Los Angeles Clippers, visitou a ORACLE Arena, em Oakland para enfrentar o Golden State Warriors. Jogo morno com alguns bons lances pela parte de Chris Paul (20 pontos, 9 assistências) Blake Griffin (22 pontos, 7 rebotes) e Chauncey Billups (21 pontos, 5 rebotes). Caron Butler anotou um duplo-duplo, 11 pontos e 10 rebotes. Pelos donos da casa David Lee anotou dois dígitos em dois quesitos, 21 pontos e 12 rebotes e quase Monta Ellis consegue fazer o mesmo mas ficou nos seus 15 pontos e 8 assistências. Partida equilibrada, porém no fim o time de LA foi soberano e garantiu sua primeira vitória, por 105 a 86.
Cinco jogos e uma festa de bons lances e muita emoção. Sim, amigos. A NBA está de volta e agora podemos perder horas de sono nas madrugadas por uma boa causa. E tudo isso em apenas um dia. Tem muita coisa pela frente, fiquem ligados!
Carmelo: "Fica tranquilo, mano. A gente joga junto na próxima temporada".
Sim, o Knicks voltou. Spike Lee tem certeza disso. Em meio a promessas e expectativas, finalmente o torcedor de New York voltou a acreditar no seu time. Com grandes nomes no elenco, uma história de grandes momentos, e uma das torcidas mais apaixonadas de toda a NBA, após amargos sete anos sem disputar os playoffs a franquia espera viver bons momentos nessa temporada que parece ser a mais aguardada de todos os tempos, talvez devido ao cabalístico lockout, que acaba de ter seu fim sacramentado.
O New York Knicks conquistou dois grandes All Stars na última temporada da NBA: Amar'e Stoudemire, que chegou a franquia antes da temporada 2010-11 começar, e Carmelo Anthony, que depois de muito melodrama acabou tendo a sua vontade de jogar pela equipe da "Big Apple" sendo realizada, chegando no meio da fase classificatória para os Playoffs. No mesmo ano que o badalado Miami Heat montou um supertime com a chegada de LeBron James e Chris Bosh para fazer companhia ao Dwyane Wade, o Knicks foi apontado como um dos que poderiam aprontar na pós-temporada, mas isso ficou muito longe de acontecer, graças ao ilustre Boston Celtics que varreu os comandados de Mike D'Antoni logo na primeira fase.
Não só nos Playoffs como muito antes disso ficou evidente o desentrosamento do time e a carência no garrafão. Isso pode ser relevado pelo fato de "Melo Man", Chauncey Billups, Shelden Williams e Renaldo Balkman terem se unido ao grupo no final da temporada regular. Agora prestes a liga voltar à ativa a equipe deve pensar em reforços e completar as peças que restam.
E em meio a especulações a mais comentada é a possível chegada do armador do New Orleans Hornets, Chris Paul, ao New York. O próprio jogador algumas vezes desmentiu afirmando que sejam simples boatos, porém a sua vontade de se unir a Carmelo Anthony foi bastante expressa, segundo diversas fontes. CP3 só poderia sair do Hornets se fosse envolvido numa troca, já que ainda tem um contrato no seu time a ser cumprido e esse seria o problema principal para o Knicks obtê-lo: teria que por em troca do armador boa parte do seu elenco de apoio, sendo que seria preciso que outras franquias entrassem na negociação.
Você deve estar pensando como seria bom ver mais um "supertrio" na NBA: Carmelo Anthony, Amar'e Stoudemire e Chris Paul. Porém além dessa opção, existe outra: abrir mão do CP3 e reforçar o garrafão. Ronny Turiaf, pivô do time na última temporada, teve apresentações regulares porém não sendo dominante na área pintada da quadra, tanto no ataque quanto na defesa. Com as últimas escolhas do Draft 2011, entre elas o pivô Josh Harrellson (Kentucky) e o armador Iman Shumpert (Georgia Tech), o elenco de apoio poderia ser incrementado, entretanto apostar demais em calouros talvez não fosse a melhor opção. De qualquer forma esses dois tem muito o que mostrar na liga.
Iman Shumpert: calouro promessa do Knicks para a próxima temporada.
Independente da escolha final, o Knicks estará mais preparado e entrosado. Com ou sem Chauncey Billups na armação, a franquia promete colher bons frutos. Talvez o estilo de jogo "run and gun" seja posto em prática, talvez a opção seja focar mais na defesa... São várias opções e possibilidades. Apenas deve-se fazer a coisa certa.
"Minha explosão muscular voltou. Posso fazer tudo o que quero e só quero mostrar para as pessoas que converto arremessos", disse John Wall.
O lockout da NBA trouxe várias lágrimas para os milhares de fãs espalhados mundo afora. Durante o período de aproximadamente 6 meses sem jogos, alguns dos craques da liga de basquete americana aproveitaram essa folga (infelizmente prolongada) de vários modos diferentes. Uns usaram parte do tempo para descansar e outra para continuar jogando basquetebol, nem que fosse em simples peladas beneficentes, outros acabaram indo parar em diferentes ligas mundo afora.
Porém independente de como usufruíram suas folgas, muitos jogadores com certeza evoluíram, e muito. Como é o caso do segundanista John Wall, armador do Washington Wizards, que mal aproveitou a sua estréia no melhor basquete do mundo na última temporada devido a lesões que o deixaram sem jogar por um bom tempo. em meio a declarações e gritos eufóricos em quadra de: "YOU CANNOT GUARD ME!", a jovem promessa participou de inúmeros amistosos e mostrou que está chegando a sua melhor forma física possível. Esse com certeza será a principal arma da franquia de DC para colher bons frutos nos anos seguintes...
E quanto aos outros? Alguns como Tony Parker e também o pivô brasileiro Tiago Splitter, decidiram levar seus talentos para equipes da Europa, ASVEL Villeurbanne e Valência, respectivamente, e vem tendo boas performances por lá, porém sob contratos que permitem que quando a NBA voltar as atividades, eles possam retornar a suas franquias de origem, no caso os dois do San Antonio Spurs.
Além desses nomes temos muitos outros inúmeros craques que esbanjaram bons momentos durante o lockout. E a pergunta que fica é: será que esse tempo de preparação e evolução fez realmente surtiu efeito? As respostas realmente teremos a partir do dia 25 de dezembro, porém podem tirar suas conclusões a partir dos vídeos abaixo, resumos do que alguns grandes nomes do basquete americano fizeram durante suas "férias":
E ai, o que acham? Tirem suas conclusões... E não esqueçam de comentar aqui embaixo. Valeu galera!
E o Will comemora como nunca! Também dancei desse jeito. To brincando.
Sexta-feira, dia 25 de novembro, aproximadamente um mês para a chegada da época natalina, e mais uma reunião nos bastidores da NBA. Confesso que já não havia nem um pouco de entusiasmo da minha parte a esperar uma solução para o maldito e "interminável" lockout. Assim como 99% dos fãs do melhor basquete do mundo fizeram, fui dormir sem dar muita importância a tal negociação para salvar de vez a temporada 2011-2012. Até chegar o sábado.
Ahh, sábado... sempre é bom aproveitar o último dia da semana, que parece ser o melhor de todos. Geralmente você está em casa, tem a opção de descansar ou sair com os amigos, sua família... Porém esse, em especial, teve um gostinho a mais acompanhado com uma explosão de alívio. Abri a internet no celular de um amigo, apenas para ficar "antenado", dou uma passada noBasket Brasil esperando mais uma notícia manjada de "depois de tanta conversa, nada resolvido". E o que vejo? FIM DO LOCKOUT.
Sim, esse post está muito informal, verdade. Posso usar como "desculpa" a enorme emoção que não só eu como todos que acompanham o basquetebol mundial sentem com esse acontecimento. Já era especulado o fim da greve, devido a um até então possível trato para começar os jogos a partir do Natal. Como visto, a idéia saiu do papel e finalmente comissários e atletas entraram em um acordo, de uma vez por todas.
E qual deve ter sido o principal motivo para a volta da NBA? Eu sinceramente acredito no poder do Papai-Noel. Porém fontes mais confiáveis afirmam que um compromisso na excessão salarial foi o principal fator para que ambos os lados "fizessem as pazes". Fontes afirmam que times acima do teto salarial poderão usar a exceção, que vale, mais ou menos US$ 5 milhões por quatro anos, desde que não eleve o teto salarial acima de US$ 4 milhões sobre o teto real – este limite é em torno de 20% acima do teto salarial real. Se a exceção elevar a folha de pagamento acima deste limite de 20%, o time não poderá recontratar seus agentes livres. E com isso surgem mais e mais especulações sobre possíveis trocas e negociações, uma delas a mais discutida seria a chegada de Chris Paul ao New York Knicks. Teremos mais um supertrio na liga com CP3, Carmelo Anthony e Amar'e Stoudemire?
Os treinos das equipes voltam no dia 9 de dezembro, com isso os jogadores que durante o lockout estão atuando em outras ligas espalhadas mundo afora deverão voltar aos Estados Unidos e se reapresentarem a suas franquias de origem. Já vejo flamenguistas lamentando a triste despedida de Leandrinho Basbosa do rubro-negro carioca, jogador que por sinal vem tendo boas apresentações, como era de se esperar.
Mas e quando "o bicho pega pra valer"? Quando "o povão vai voltar a ficar de pé"? Enfim, a NBA oficialmente volta no dia 25 de dezembro com três jogos no mesmo dia, carregados de marketing e sentimento de revanche: Los Angeles Lakers e Chicago Bulls, Boston Celtics e New York Knicks (promessa de vingança da equipe de NY, após a última "varrida" nos playoffs devido ao time do trevo) e Miami Heat e Dallas Mavericks, reedição das últimas Finais da temporada 2010-2011. Já era de se esperar um acordo devido aos jogos tradicionais de Natal que são transmitidos em rede nacional nos EUA, atraindo um bom número de audiência e por ser o dia de uma das mais importantes rodadas da liga, em todas as edições da competição. Foi mais do que obrigação trazer de volta a liga exatamente em uma data como essa. Um presente para os fãs. Já estava mais do que na hora deixar quaisquer fatores de lado em prol do melhor basquete do mundo.
E eu que não acreditava em Papai-Noel, mordi minha língua. Que venha a NBA.
Esse merece a cadeira do Jack Nickolson em TODOS os jogos no Staples Center. Valeu, Noel!
É a pergunta dos fãs do melhor basquete do mundo e é o que eu pergunto a mim mesmo todos os dias em que vejo as notícias sobre as frustradas reuniões entre a NBA e a NBPA, associação dos atletas da liga. As conversas não acabam e junto com elas o lockout (greve da entidade patronal) também não. Se eu tentar explicar esse dilema todo, não termino esse post, mas que tal tentar resumir?
Os jogadores exigem aos proprietários da grande franquia um acordo salarial e uma liberdade em negociações. Ou seja, os "big boss" e os craques não chegaram a um acordo para a assinatura de um novo Contrato de Trabalho Coletivo. Derek Fisher, líder do sindicato dos jogadores pelo visto está fazendo de tudo para satisfazer ambos os lados, ao menos é o que parece a partir dessa carta redigida por ele próprio avisando a todos sobre o momento. Assim sendo, a temporada 2011/12 corre sérios riscos de ficar reduzida quanto ao número de jogos ou, na pior das hipóteses, ser mesmo cancelada. É o que rezamos para que não aconteça, pois não imagino um 2012 comum sem a NBA. seria o prelúdio do fim do mundo?
O trocadilho anterior foi um lixo, eu sei, mas pra não perder "o fio da meada", vamos voltar ao tempo: Na última vez que a liga conheceu um lockout, em 1998/99, a fase regular ficou reduzida a 50 jogos, ao invés dos tradicionais 82. Nessa época, o início da competição a sério foi oficialmente adiado a 13 de outubro, sendo que as negociações prolongaram-se até início de janeiro, quando finalmente foi alcançado um acordo e os basquetebolistas poderam entrar em ação. Más recordações...
Nã última reunião entre os dois lados, na última sexta-feira (30 de setembro), os atletas quase deixaram o local do encontro, indignados com a proposta dos donos das franquias. Os atletas recebiam 57% dos lucros relacionados ao basquetebol no antigo Acordo de Negociações Coletivas. Ofereceram receber 54%, mas, saiba-se que, aceitariam até 50%. Os donos queriam uma divisão de 50-50, até saber que os jogadores aceitariam. Aí, passaram para 46% para os atletas. Depois disso essas foram as palavras dos "ballers": “Vamos, não existem motivos para voltar aqui”.
A área do "backstage" do basquete americano, assim como nos outros esportes dos EUA é muito complexa. O que basta a nós, humildes fãs do melhor basquete do universo, é esperar e cruzar os dedos para que não aconteça o pior. Enquanto isso, uma certeza: NBA 2K12 está saindo dia 4 de outubro. Ao menos no videogame não teremos lockout. Será?